Biografia
Francisco Passos Santos mais conhecido como Chiquinho do Além Mar, é escritor, cordelista, professor, compositor e músico nascido em Aracaju/Se em 16 de maio de 1976. Formado em Letras Português e Inglês com especialização em Metodologia de Ensino da Língua Inglesa pela Faculdade Atlântico.
Suas obras buscam resgatar as raízes históricas da nossa terra, sempre valorizando o humor, a poesia e linguagem regional. Com mais de 20 anos de carreira, sua trajetória cultural começou ainda na infância, quando utilizava pequenas poesias de Cordel para vender queijo assado na Orla de Atalaia.
Foi no início dos anos 2000 com o surgimento da Cordelteca João Firmino Cabral, localizado na Biblioteca Municipal Clodomir Silva, em Aracaju, que Chiquinho teve a oportunidade de aprender a técnica de fazer cordel, e posteriormente criar, se apresentar como cordelista e iniciar seus primeiros projetos. Após um longo período de pesquisa histórica e muito aprofundamento na arte de cordel, Chiquinho do Além Mar lança seu primeiro cordel: João Bebe Água o Rebelde de São Cristóvão (2005), contando a história do mesmo que deu nome à nossa famosa rodovia que dá acesso à cidade histórica de São Cristóvão. Esse seu trabalho é uma coletânea de seus primeiros trabalhos contando a história sobre a mudança da capital de Sergipe, que anteriormente, era São Cristóvão e passou a ser Aracaju.
Suas obras “História de Sergipe contada em Versos” e “Aracaju: Passado, presente e futuro” são adotados em escolas como obras paradidáticas. Segundo Chiquinho, os livros passam de forma divertida uma sensação de pertencimento cultural, além de descobrirem as nossas origens locais.
Chiquinho também já lançou com seu trio nordestino Forró de Mala e Cuia, um disco autoral incluindo canções com temáticas regionais, sempre enaltecendo as belezas de Aracaju. Seu trabalho também já rodou o mundo, sendo destaque no Festival de Cultura brasileira em Viena, onde Chiquinho ministrou palestras e cursos sobre cordel, além de se apresentar com a sua banda “Forró de Mala e Cuia“.
A dedicação do seu trabalho é fundamental para a preservação da cultura Sergipana, pois Chiquinho tenta revitalizar de forma moderna suas obras contando em detalhes histórias do nosso povo.
Atualmente, além de cordelista Chiquinho atua a frente da banda musical Forró de Mala e Cuia. Para conhecer mais sobre o cordelista siga seu Instagram @chiquinhodoalemar
Sergipanidades Ser sergipano é porreta É algo bem diferente Nos somos um povo culto Que vive em paz e contente Um povo acolhedor Que esbanja paz e amor Civilizado e descente A riqueza cultural é de impressionar Não se ver nossos costumes em nenhum outro lugar Música, dança, culinária Na arte indumentária E também no linguajar O pão francês é Jacó Rir dos outros é mangar Oxente, fi do cabrunco As vezes usam pra xingar O nosso povo é destaque Porque nosso sotaque É muito peculiar MAR VERMELHO: Os Ataques do Submarino Alemão no litoral de Sergipe O Mundo estava em guerra Contra Itália e Alemanha Hitler, o desumano Tentava sua façanha Purificar uma raça Com Crueldade tamanha… O Brasil estava alheio A toda aquela discursão E os países do eixo Tinham o apoio do Japão E o Brasil seguia em frente Com a sua indecisão E os aliados tinham: França, E.U.A., Inglaterra O mundo paralisado Por causa da grande guerra Que seguia vitimando Pelos mares, ar e terra… O Brasil por outro lado Sofria muita pressão Do lado dos aliados Também do lado alemão E o Brasil seguia em frente Com sua indecisão… Em 28 de janeiro O Brasil toma uma decisão Com os países do eixo Cortou sua relação Sofreria o sergipano A grande retaliação… No dia 15 de agosto Foi grande a destruição Foi tanta gente morrendo Naquela ocasião Vítimas da covardia Do tal governo alemão... Três navios brasileiros Foram aqui torpedeados Pelo U-507 Morreram muitos queimados Foi morte de todo tipo Vários corpos mutilados… Chegava corpo sem braço Pedaços de marinheiro E também gente trazendo No bolso muito dinheiro, Muitas joias e pertences Na beira mar do mosqueiro… Lá na praia do Mosqueiro Bem perto da beira mar Foi criado um cemitério Para poder enterrar As vítimas desse holocausto Que eu tremo só de lembrar E os corpos eram enterrados Em covas tipo valão Cinco, dez num só buraco Na fatal ocasião Sem direito a sentinela Sem missa em sem caixão E a 9 de janeiro No ano de 43 (1943) O U-507 Pagava pelo que fez Bombas de profundidade Matou todos de vez Em seguida o Brasil Puniria os culpados Mandando para a Europa 25 mil soldados Que lutariam na guerra Ao lado dos aliados Com bateram com bravura Em baixo de um forte frio Os soldados brasileiros Voltaram cheios de brio Honrando o nosso povo Um povo mais que bravio. (Chiquinho do Além Mar)