Biografia:
Eduardo Teles é cordelista, natural de Aracaju, formado em História (2010) e Mestre em Antropologia pela UFS (2012). Atua como professor da Rede Estadual de Educação de Sergipe e é poeta da Literatura de Cordel com mais de 22 folhetos publicados em três pacotes poéticos: Nos Pés dos Versos (2019) e Os Cordéis da Gaveta (2015), Poeta porque preciso (2024). Sua poesia serviu de motivo para a realização dos curtas metragens Coqueiro (2014) de Alessandro Santana e Hernany Donato e Dom Quixote Sergipano (2018) de Felipe Moraes. Em 2020, lançou o álbum de cordéis cantados O Marco do Vem das Nuvens e mediou as Pelejas Cordélicas, uma série de transmissões ao vivo via Instagram com outros cordelistas e pesquisadores visando discutir questões mais práticas e de vivência cotidiana da Literatura de Cordel, para remediar a impossibilidade de atuação poética motivada pela Pandemia do Coronavírus.
Eduardo Teles possui mais de 15 anos de maturidade e produção em cordel ou de fazer poético. Foi classificado em editais e prêmios de Cultura Populares – Edição Leandro Gomes de Barros (2017) e Edição Selma do Coco (2018). Outro fator importante para celebrar os anos de produção e legitimação da Literatura de Cordel como patrimônio imaterial do Brasil pelo IPHAN. É sócio da ASCORESE (Associação dos Cordelistas e Repentistas de Sergipe). Em 2009, recebeu o certificado Mensão Honrosa, em um importante evento chamado O Poeta, O vinho e O violão, promovido pelo SESC-SE. Eduardo também foi aprovado no Projeto Arte da Palavra – oralidades, pela rede SESC Birigui e Sesc Paraty.
Eduardo Teles possui a força da poesia oral e da imaginação popular. Com viola ou folheto na mão, ele conduz o público por um percurso poético entre sonho e realidade, memória e invenção. Inspirado em narrativas tradicionais nordestinas, o cordelista constrói um espaço simbólico chamado “Marco do Vem das Nuvens”, um lugar mágico onde a palavra cantada ainda transforma, revelando sua vitalidade, musicalidade e capacidade de reinvenção mesmo dentro de formas tradicionais como a métrica e o mote. Eduardo une canto, declamação e conversa, destacando a “movência” dessa arte — o modo como ela se transforma ao longo do tempo e entre diferentes vozes.
Suas obras foram adaptadas para o cinema e destaque na cena nordestina da poesia oral. Sua trajetória é inspirada em mestres como Leandro Gomes de Barros, Patativa do Assaré e Zé Limeira, mantendo viva a tradição dos versos rimados, ora ditos, ora cantados.
Para conhecer mais sobre o cordelista siga seu Instagram @vemdasnuvenseditora